domingo, 25 de novembro de 2012

É HORA DE TROCAR AS CORDAS

Preguiça e economia são os principais motivos que fazem os músicos adiarem a troca de cordas de seu instrumento. Porém, a sensação de economizar ao estender o tempo da troca de cordas pode acarretar prejuízos futuros.


Não é novidade para nenhum músico da Região Metropolitana da Baixada Santista que jogos de cordas internacionalmente conhecidas (como, por exemplo, a D’addario XP e a Ernie Ball) costumam apresentar sinais de ferrugem em duas semanas de uso. 

Mesmo assim, não é difícil encontrar músicos que mantém as mesmas cordas por seis meses ou mais.


Mas, afinal, quais os males que um simples jogo de cordas enferrujadas pode ocasionar ao instrumento?


São muitos, a começar pelos trastes. Por estarem enferrujadas, as cordas velhas, ao serem pressionadas e tensionadas em técnicas como os bends, exercem mais atrito do que as cordas novas. E repletas de micro texturas da ferrugem, as cordas  com vários meses de uso desgastam os trastes mais rapidamente, deformado-os em um período muito mais curto do que se as cordas fossem trocadas mensalmente.


Conclusão: quem não troca o encordoamento com freqüência, terá que fazer uma retífica de trastes em um período curdo ou, quiçá, substituir todos os trastes.


Outro problema comum é a corrosão das ferragens que por estarem em contato direto com as tarraxas e com a ponte, a chance de alastramento da ferrugem para essas peças é maior.

Mas não para por aí: a ferrugem das cordas, como se fosse uma praga, pode “contaminar” os pólos dos captadores e os parafusos que servem para controlar a altura dos carrinhos, de forma, às vezes, irreparável.

Por isso, não se deixe enganar. Adiar a troca das cordas não é uma forma de economizar, mas sim a receita certa para deteriorar peças importantes de qualquer instrumento de cordas.


O TEMPO DE VIDA DAS CORDAS


Depois desta orientação, certamente quem leu o texto acima deve estar se perguntado: mas qual é o tempo de vida útil de um jogo de cordas?

A durabilidade de cordas convencionais de guitarra, violão e cavaco (entre outros) pode variar muito. Em regiões litorâneas um jogo pode resistir sem prejudicar o instrumento por cerca de um mês, considerando que os cuidados do músico e a composição de seu suor podem estender ou reduzir esta estimativa empírica.

Já os encordoamentos convencionais de contrabaixo elétrico costumam durar um pouco mais, de três a quatro meses.

Portanto, fica mais do que claro, a importância não apenas de trocar as cordas regularmente, mas também de conservá-las em todos os aspectos: estético, funcional e no que diz respeito ao timbre, que só as cordas novas proporcionam.

Para saber como aumentar a vida útil de suas cordas clique AQUI.



CORDAS QUE DURAM MAIS


No mercado há alguns tipos de cordas que são feitas para durar. É o caso da Elixir e da D’addario ESP. Independentemente das tecnologias empregadas nestes encordoamentos, eles duram de três a quatro vezes mais do que as cordas convencionais. É uma boa opção para quem deseja economizar tempo e dinheiro.

Um comentário: