terça-feira, 4 de outubro de 2011

LIMPEZA DO INSTRUMENTO

Manter um instrumento limpo e bem cuidado, não é apenas sinônimo de higiene e capricho. É a prova de que o músico ama sua arte. Muitos, porém, não sabem como proceder à tarefa e desconhecem as técnicas de higienização adotadas e os produtos de limpeza adequados, que podem tanto aumentar quanto diminuir (se não houver cuidado) o desempenho e – por que não? – a vida útil de seu instrumento.

Existe no mercado uma série de produtos que podem ser empregados na conservação de um instrumento, que vão desde óleo de máquina, passando pelo óleo de peroba, até as ceras de carnaúba e automotiva. Mas o grande desafio não é decorar uma enorme lista de produtos químicos, mas, sim, saber quando, onde e em qual ocasião eles devem ser aplicados.

A primeira regra para não errar é analisar, com muita atenção, o acabamento do instrumento, que pode ser encerado, pintado com verniz de poliuretano (PU), poliéster, goma laca ou, mesmo, tinta esmalte. Cada um destes tipos de proteções requer um cuidado peculiar.

Instrumentos pintados com PU, tinta acrílica, esmalte ou poliéster podem ser tratados com cera automotiva. Lembre-se, porém, de que este produto é corrosivo. Portanto, não deve ser aplicado com muita freqüência – em média, uma vez a cada 15 dias.

Já os mais rústicos, com acabamento em madeira apenas lixada, devem ser conservados com cera de carnaúba. Para hidratá-los, uma vez a cada seis meses, pode-se aplicar óleo de peroba ou de limão em toda a peça, exceto na escala. Por ser uma parte cujas medidas devem ser precisas, não pode sofrer alterações provocadas pela umidade gerada pelo óleo de peroba. Por isso, o mais indicado é o uso, neste caso, da cera de carnaúba (ou a automotiva, se a escala for envernizada).
APLICAÇÃO DA CERA

Todas as ceras requerem as mesmas técnicas de utilização. Primeiro, cubra o instrumento com uma fina película. Quanto menos cera utilizar melhor, pois, além de economizar o material, poupará seu tempo, uma vez que será mais fácil de remover uma fina camada do que crostas (mas não deixe de passar o produto em todos os cantos do instrumento).  

Após a aplicação, espere vinte minutos, para a secagem. Em seguida, pegue um pedaço de estopa e  remova o excesso. Feito isto, é a hora do polimento, cuja técnica é a mesma utilizada pelo lendário mestre Miyagi: faça-o sempre em movimentos circulares.

Está pronto, independentemente de seu instrumento ter acabamento em madeira, PU, ou poliéster (entre outros), você verá que, utilizando o material e a técnica correta, ele ficará brilhando como novo por muito mais tempo.

LIMPEZA DAS CORDAS

O mesmo zelo que temos com os instrumentos devemos ter com as cordas. Para elas estarem sempre impecáveis (aumentando a sua duração) limpe-a com uma flanela seca toda vez que terminar de tocar. Isso evitará o acúmulo de gordura e suor, que contribui com a corrosão.

Para as cordas de aço, a dica é pingar cinco gotas de óleo de máquina em um pedaço de estopa e aplicar sob elas. Mas tome cuidado para não deixar o óleo escorre na escala, pois um descuido desses poderá prejudicar a madeira e o verniz de seu instrumento.

Atenção com as cordas da marca Elixir: por possuírem um revestimento plástico, não as limpe com óleo de máquina. Use apenas uma flanela (ou estopa) seca, principalmente por debaixo das cordas, pois é neste local onde a gordura dos dedos se acumula.

Abraço e até mais
Procure sempre saber a escola e conhecer o trabalho de seu luthier

14 comentários:

  1. Um dia vou limpar meu instrumento sim ...

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  2. Fala, Vitor!
    Vc recomenda o uso de óleo de peroba, ou seja, pingar duas gotinhas dele em cada casa do instrumento e após passar um algodão para espalhar, deixando ele penetrar um pouco na madeira e removê-lo com um paninho ou algodão seco?

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    1. Olá, Pedro!
      Obrigado pela confiança e participação.
      Não recomendo o óleo de peroba em escalas, de jeito nenhum! Por ser uma parte cujas medidas devem ser precisas, a escala não pode sofrer alterações provocadas pela umidade gerada pelo óleo de peroba.
      Além disso durante o processo de secagem a madeira da escala pode estufar, desnivelando, inclusive, alguns trastes.
      Vale ressaltar que o óleo, por conter solvente, pode com o tempo descolar os trastes.
      O mais recomendável é limpar a escala com algodão seco e de tempos em tempos levar o instrumento a um luthier para fazer uma hidratação da maneira correta para não comprometer o instrumento.
      Espero que tenha ajudado
      Abraço
      Vitor

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  3. Opa fera! Virei fã do seu blog tá de parabéns! Seguinte, meu violão tem o acabamento daqueles fosco, como posso limpá-lo? Obrigado! Patrick, ES

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  4. Olá, Patrick!
    Fico feliz que tenha gostado!
    Como o acabamento é fosco, não utilize nenhum tipo de cera.
    Use apenas algodão úmido.
    Obrigado pela confiança e abraço!

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  5. Victor tenho uma guitarra com braço em maple e gostaria de dar uma limpeza no braço, me indicaram óleo de peroba mais eu tenho receio de manchar, qual seria o produto mais aconselhável? Obrigado!

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  6. Como posso melhorar os aspecto da madeira com violão fosco?

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    1. colega tenho uma guitarra preta fosca eu passo um panoo perfex úmido com pouquinho de sabão de coco aquele que as lavadeiras usam , depois passo outro perfex úmido sem sabão Assim remove-se toda a gordura da pele ficando bem fosco novamente.

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  7. Como limpo as escalas do meu contrabaixo...moro no litoral e ele pega muita umidade e sempre fica com alguns fungos na madeira

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Olá, quero saber se posso passar cera automotiva em meu violão tagma Dallas. Tenho uma cera da marca rodabril ......

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  10. Olá, tenho um violino que está impregnado com o breu, gostaria de realizar uma limpeza olhei produtos para tal, mas eu acredito que a base da pintura do meu violino é a óleo fico com medo de testar produtos a base de alcool, não sei se e verniz, como proceder? Desde já agradeço um abraço

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